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O que lê um empreendedor cultural?

Rafaela Cappai Outubro 28, 2010 DIário de Viagem 1 Comentário

Ainda no Brasil, recebi uma lista inicial de leitura para o meu Mestrado que gostaria de compartilhar com vocês. Ainda estou no segundo livro e aqui tenho lido textos específicos das aulas, então estou cada dia mais atrasada nessa leitura, que supostamente teremos que ter acabado até o final do Autumm Term, ou seja, em Janeiro. A lista, a princípio, me pareceu bem curiosa, mas aos poucos vou consguindo fazer conexões entre as ideias que estão nos livros e tudo que temos aprendido em sala de aula. Ainda é cedo, mas acredito que no final das contas uma imagem mais clara do porque nos pediram para ler cada um desses livros vai aparecer. Pretendo fazer resenhas curtas de cada um deles para postar aqui, mas por enquanto, segue apenas a lista com uma pequena descrição. Alguns deles sei que é possível encontrar no Brasil, outros apenas leitura em inglês. E caso você se interesse por algum deles especificamente, vamos bater um papo?!

Livros:

A whole New Mind – Daniel H. Pink (2006)

No Brasil: não achei nenhuma referência em português, se alguém souber, por favor me informe!

Best-seller nas listas do New York Times, Business Week, Wall Street Journal e Washington Post, o livro fala de uma nova era de profissionais e como o futuro pertence a eles. Segundo ele, a era que nossos pais bem conhecem, de predominância do lado esquerdo do cêrebro, ou seja, racional, já passou. Agora o tempo pertence aos pensadores do lado direito do cérebro. Características como inventividade, empatia, criatividade, inovação são palavras-chave para entender esse novo momento.

Funky Business – Jonas Ridderstrale & Kjell Nordstrom (1990)

No Brasil: Funky BusinessTalento Movimenta Capitais (Ed Makron)

Jonas e Kjell também falam de uma nova era mundial, apesar de o livro ter sido escrito antes de 2001, ou seja, acredito que já estamos vivendo uma nova-nova era. Eles também, por isso ecreveram, Funky Business Forever, que é a continuação do primeiro. Pretendo lê-lo também. Eles então falam de como a criatividade e o talento são os novos capitais da sociedade. Que a vantagem competitiva está em ser diferente!

Five Minds for the Future – Howard Gardner (2007)

No Brasil: Cinco Mentes para o Futuro (Artmed Editora)

Howard Gardner descreve as habilidades cognitivas específicas que devem ser cultivadas por aqueles que querem ser líderes em seus setores. Segundo ele, os cinco tipos mentais que possivelmente terão destaque nos próximos anos são: a Mente Disciplinada (capaz de, pelo menos, uma especialidade profissional); a Mente Sintetizadora (que tem a habilidade de sintetizar ideias em um todo coerente); a Mente Criadora (que usa a criatividade para produzir conhecimento e valor); a Mente Respeitosa (que possui entendimento das diferenças entre os seres humanos), e a Mente Ética (que age com as responsabilidades de ser um cidadão).

Documentos online, apenas em inglês (clique no link para download):

The Work Foundation: Staying Ahead (2007)

O relatório, fala sobre o valor criado pelo florescimento das indústrias creativas no Reino Unido, mas alerta para a necessidade de polícticas públicas, investimentos e suporte institucional no setor.

NESTA Report on Innovation

A instituição NESTA desenvolveu, com nomes de peso de setor cultural, entre eles economistas, um relatório para entender como a inovação pode ser usada por organizações culturais para lidar com questões como desenvolvimento de aundiência, por exemplo, e como sua utilização amplia os limites artísticos criando valor econômico e cultural.

Um abraço e boa leitura!

Crédito da imagem: Books por De-ice11

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Sobre o Autor

Atriz, bailarina, jornalista e empreendedora cultural. Mestre em Empreendedorismo Cultural e Criativo, pela Goldsmiths University of London. Sempre atenta a ferramentas, estratégias, habilidades e soluções para ajudar artistas a encontrar sustentabilidade naquilo que amam fazer. Procuro manter os dois lados do cérebro funcionando a todo vapor, pra cultivar a artista e a capacidade de fazer as coisas acontecerem. Me interesso por diy, cães, dança, teatro, contato improvisação, parkour, cinema, redes, co-working, crowdfunding, música, coletivos artísticos, novos modelos de negócios, financiamento e incubadoras.

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